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Israel, um país fascinante
Por Paola Mansur, 16 de dezembro de 2019

Israel é um país fascinante. São 22 mil  km² de área, 6 horas de carro de norte a sul, e diferentes visuais pelo caminho. Apesar de ser um país pequeno (é menor do que Sergipe), tem muito a nos oferecer: o Mar Morto no ponto mais baixo da terra, os lugares sagrados de Jerusalém, o Monte Hermon coberto de neve no inverno e muitos outros contrastes religiosos e culturais. Sempre em destaque na televisão em razão de seus posicionamentos políticos, Israel traz consigo parte da história da humanidade. Estive recentemente por lá e quero compartilhar com vocês algumas das minhas experiências, a começar pela cosmopolita Tel Aviv.

Uma metrópole jovem e moderna com uma população variada, Tel Aviv nasceu em 1909. Clubes, bares, uma animada comunidade artística e praias atraem turistas, músicos e jovens profissionais à cena de Tel Aviv. Seu conjunto arquitetônico em estilo Bauhaus tombado pela UNESCO conquistou o apelido de “Cidade Branca”. Entre 1948 e 1950, Tel-Aviv foi capital de Israel, mas, por razões políticas, Jerusalém assumiu o posto desde então. No entanto, concentra o maior número de embaixadas e consulados e é a capital cultural, industrial e comercial do país.


Bem mais liberal, moderna e cosmopolita, se livrou do peso da tradição e da história do povo judaico. Por isso, sente-se uma tranquilidade maior nas ruas, vê-se um povo mais sintonizado com a diversidade e, em suas praias, moradores disputam um pedaço de areia, cercadas de bares e restaurantes descolados e hotéis cinco-estrelas. Não há ruínas nem monumentos religiosos e, por isso, a cidade está mais plugada na diversão (inclusive noturna) e em atrações como museus, teatros e parques bem arborizados. As ruas Ben Yehuda e Dizengoff são boas opções para compras. A parte antiga de Tel-Aviv se chama Jaffa (ou Yafo, em hebraico) e fica a cerca de 30 minutos a pé do centro.

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Situado em Alma Beach, em Tel Aviv, antes de você chegar a Neve Tzedek, o Manta Ray Restaurant (fotos acima) oferece uma atmosfera casual, com seu interior em madeira reconfortante, amplo espaço aberto e uma visão clara do Mediterrâneo. À medida que o sol se põe no oeste, uma brisa quente do oceano no Mediterrâneo acompanha sua experiência gastronômica, o Manta Ray é o lugar perfeito para passar uma noite. No entanto, para aqueles que desejam se aventurar antes do meio-dia, o Manta Ray é um local perfeito para um brunch na praia. Sobre nossa experiência, a marguerita tem como diferencial ser servida em um copo de alumínio – uma das melhores bebidas da casa. Ao estilo couvert (mezze) é possível escolher uma entrada com aproximadamente 15 opções de saladas. Uma delícia!

A antiga linha de trem que ligava Jaffa a Jerusalém não recebe mais os vagões cheios de cargas (foto abaixo). Inaugurada em 1892, a rota substituiu o transporte que até então ainda era feito por camelos. Foram mais de cinquenta anos de intensos trabalhos, até que em 1948, às vésperas da Guerra da Independência, a linha foi desativada.

Foram muitos anos até que a antiga estação fosse restaurada. Hoje a HaTachana Old Train Station alia a história de Israel ao moderno desenvolvimento de Jaffa e Tel Aviv. O lugar ainda transparece o ar de antigamente. Os prédios bem preservados reproduzem os anos que a estação esteve ativa. O cenário é tão belo que serve até de pano de fundo para álbuns de casais apaixonados. Para rememorar o passado, a estação oferece um vagão interativo, onde vídeos em 3D contam a história do local e ainda simulam os movimentos do trem.

Hoje a estação funciona apenas como área de lazer (fotos acima). O amplo espaço aberto recebe artistas que se apresentam para o público. Nos prédios funcionam excelentes opções de restaurantes, assim como lojinhas de design, vestuário e cosméticos. O passeio vale não só pela beleza da estação, mas também para um bom vinho ao cair da noite. Na outra ponta da linha, em Jerusalém, a estação que recebia os trens de Hatachana também foi restaurada. A First Station funciona nos mesmos moldes e também é excelente opção para relaxar e curtir um maravilhoso jantar em Jerusalém.

Também separei uma dica pra lá de especial: o Landwer’s Fresh Coffee (fotos abaixo). Um espaço aconchegante que oferece cozinha italiana, opções veganas, vegetarianas e opções sem glúten. Há várias unidades espalhadas pelas cidade. O cabernet é uma das bebidas mais especiais da casa, afinal, é uma produção própria, resultado da escolha da melhor uva.

A antiga cidade de Jaffa (conhecida como Old Jaffa), fundada há 3.000 anos, destoa da moderna e agitada Tel Aviv. Apesar de existir há 30 séculos, hoje o que se vê em Jaffa são as construções do período Otomano. As vielas e casas construídas em pedra dão um clima charmoso à cidade que abriga-entre escavações e descobertas históricas-ateliês de artistas e designers, deliciosos restaurantes e algumas excelente lojinhas. É lugar para passear com calma e curtir cada esquina e cantinho escondido.


Do alto de Old Jaffa é possível ter uma linda visão de Tel Aviv. Hoje o mais moderno centro de Israel, a cidade na verdade teve origem em um pequeno bairro fundado em Old Jaffa. As duas juntas formam, desde 1950, a metrópole chamada oficialmente de Tel Aviv-Yafo. O Porto de Jaffa já foi o maior e mais importante de Israel. Hoje desativado, serve de locação para descolados restaurantes que oferecem, além da boa comida, uma bela vista para o Mar Mediterrâneo.

Old Jaffa (fotos acima) também é importante na tradição cristã. O local teria sido fundado por Jafé, filho de Noé. Além disso, a cidade teria sido, segundo os escritos bíblicos, palco da ressurreição de Tabita por Pedro na casa de Simão. Hoje é possível visitar em Old Jaffa a Igreja de São Pedro, a Casa de Simão e algumas descobertas arqueológicas na Praça Kedumim.

O Museu do Palmach está localizado em Ramat Aviv, subúrbio de Tel Aviv, e celebra a contribuição da organização para o surgimento do estado judeu. Inaugurado em 2000, impressiona os visitantes tanto por sua arquitetura quanto pela forma inovadora de contar a história do grupo de combate da Haganá, responsável por algumas das mais importantes operações nos anos de luta pelo estabelecimento do Estado de Israel.

“Palmach” é um acrônimo para Plugot Hamahatz, que significa força de ataque. Criado em 1941, foi a força de combate da organização de defesa underground, Haganá, anterior à criação do Estado. Era formado por jovens determinados e destemidos, prontos a dar a vida pela realização de um sonho acalentado pelos judeus durante 2000 anos, o estabelecimento de uma nação judaica em Eretz Israel, terra de nossos antepassados.

No início da década de 1990, os arquitetos Zvi Hecker e Rafi Segal foram convidados pela Palmach Generation Association a criar e executar o projeto do Museu. Um dos importantes objetivos das atividades dessa Associação sempre foi celebrar e perpetuar a memória e as histórias de vida dos 1.187 combatentes do Palmach, mortos em ação durante a campanha pela criação do Estado de Israel e a imediatamente subsequente Guerra da Independência.

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A Palmach Generation Association considera sua obrigação homenagear seus valentes combatentes que perderam a vida pela criação do Estado e transmitir seu legado às gerações futuras. O projeto levou 10 anos para ser concluído. Ao término da construção, o Museu passou para a jurisdição do Ministério da Defesa, sendo atualmente administrado pelo Departamento de Museus desta Pasta.

 

Construído em torno de estruturas templárias de 150 anos, no coração de Tel Aviv, o Mercado Sarona (fotos acima) é um mix de muitos tipos diferentes de culinária. Numa deliciosa atmosfera, acrescentando um toque moderno urbano aos mercados mais tradicionais da cidade, Sarona é o lugar para sentir diversas inspirações étnicas. De criações gourmet a pratos locais tradicionais, o Mercado Sarona tem tudo para satisfazer qualquer paladar. Possui mais de 90 restaurantes, barracas de comida, pubs e butiques culinárias abertos sete dias da semana.

Há mais ou menos uma hora de carro de Tel Aviv está Jerusalém. Com registros históricos de 7 mil anos, está localizada em um planalto nas montanhas da Judeia entre o Mediterrâneo e o mar Morto. É uma uma das cidades mais antigas da humanidade. De acordo com os livros sagrados do Torá (textos pilares da tradição judaica) e do Antigo Testamento da Bíblia (que também compartilha escrituras presentes na Torá), Davi fez da cidade a capital do Reino de Israel e Judá após uma conquista militar e reinou até 970 a.C.

Jerusalém é praticamente um museu a céu aberto, em que todos os lugares aconteceram fatos importantes para a história. Há muita coisa para se ver como a Via Dolorosa, o Muro das Lamentações, a Torre de Davi, o Domo da Rocha, o Santo Sepulcro, entre outros. Vale ressaltar ir a Jerusalém é uma super dica pra passeio de um dia, para quem está hospedado em Tel Aviv.

E não poderia faltar a foto icônica em frente a Cúpula da Rocha, mesquita que foi construída no Séc. VII e é Patrimônio da UNESCO desde 1981. Recebeu esse nome devido a grande rocha que foi circunscrita a ela e que foi usada para sacrifícios. O mais marcante deles, o que Abraão ia fazer com o filho Isaac, em 5000 anos a.C.

Oito anos depois da primeira vez que estive em Israel, tive novamente a oportunidade de ir até o Muro das Lamentações, o segundo lugar mais sagrado para os judeus. Foi o que restou do segundo templo, construído por Herodes, o Grande, e destruído pelo general romano Tito, no ano 70 d.c. quando recebeu a tarefa de sufocar uma revolta na então Judéia.

A Basílica do Santo Sepulcro é um dos lugares mais sagrados da cristandade. Aqui, Jesus teria sido crucificado, morto, sepultado e depois do terceiro dia, ressucitado. Fica no bairro Cristão, na parte antiga de Jerusalém. Desde o ano 70 d.c., construções foram feitas e destruídas nesse local que passou até por um abalo sísmico em 1927. Em 2016, a basílica passou por uma profunda reforma e o túmulo de Jesus foi reaberto. Segundo os cientistas e arqueólogos envolvidos na expedição, a caverna estava intacta.

Foi incrível voltar a Tel Aviv, a Jerusalém e a Israel, um misto de fé e novas descobertas. E melhor de tudo é que todos nós podemos fazer essa viagem e ter acesso a cada uma destas experiências. A PAMA Tours te ajuda e personaliza seu roteiro, clique aqui e fale com a equipe de atendimento.