Situado no centro-nordeste de Minas Gerais, na região central da Serra do Espinhaço, a charmosa Cidade de Serro fica a 325 quilômetros de Belo Horizonte. Faz parte do Caminho dos Diamantes e da Estrada Real, uma herança das minas que atraíram os bandeirantes paulistas e nordestinos no século XVIII. Município rodeado por serras, morros, rios e cachoeiras, o Serro se apresenta como destino para os apreciadores do turismo histórico e ecológico.
Além das belezas naturais e das minas, o Serro possui um rico patrimônio histórico-cultural e produz o famoso Queijo do Serro, uma das mais conhecidas variedades do queijo mineiro, tendo inclusive sua receita se tornado patrimônio cultural imaterial do estado de Minas Gerais em 2002.
Em 1938, a cidade mineira de Serro tornou-se a primeira no Brasil a ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) devido a sua beleza.
O Museu Nacional Casa dos Ottoni (foto acima) é a casa onde nasceram José Elói Otoni, Teófilo Otoni e Cristiano Otoni que foi doada à União Federal por um de seus descendentes, com o objetivo de perpetuar a memória desses grandes brasileiros. A instituição foi reinaugurada em 1991 pelo IPHAN. Os Otoni foram uma família mineira importante na época do ciclo do ouro.
Segundo memorialistas locais, a história do prédio em que o MRCO se localiza remonta a fins do século XVIII, quando foi construído para servir de residência ao procurador do Senado da Câmara e sua esposa. A transferência da casa para a família Ottoni, embora não seja documentada, deve ter ocorrido, provavelmente, ainda no século XVIII ou no início do XIX. Essa não foi a primeira casa da família na Vila do Príncipe. Há ainda uma residência, conhecida como “casa de José Eloy Ottoni”, que pode ter sido o lar dos Ottoni quando da sua chegada à vila.
Ao Museu Regional Casa dos Ottoni foi atribuída a missão de preservação, pesquisa e divulgação do passado histórico e cultural do Serro e da família Ottoni, dedicando-se também a discutir o que possa se relacionar, nesse contexto, aos mais diversos aspectos da cultura atual.
A capela de Santa Rita é o maior símbolo do Serro, em MG, localizada no alto da cidade, com fachada poligonal de inusitada composição, uma única torre central e um grande relógio, que pode ser visto por quase todos os moradores. É uma das mais antigas igrejas da localidade, construída provavelmente no início do século XVIII, em 1745 já se fazia referência a campanhas para sua ornamentação.
E é claro que não poderíamos deixar de experimentar as delícias da gastronomia da região. Nossa primeira parada é no TREM-RUÀ – Grife do Queijo. A loja que é premida por seus produtos, está localizada no Centro da cidade e merece uma visita.
Já o Café da Praça é uma boa dica pra tomar um bom café com um bolo delicioso e comer um salgado com aquele sabor mineiro.
Há 20 km do Serro, fica o município de Milho Verde e nós também fomos conhecer. O vilarejo em si é bem pequeno, mais conhecido pelo ecoturismo. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário (fotos abaixo) é considerada um dos cartões-postais da cidade, acreditam que foi construída em meados do século XIX e não se sabe exatamente em qual ano ela foi erguida.
O templo católico fica no alto de uma colina, de onde é possível ter uma linda vista da região. Escondida pelas serras mineiras, a cidade de Milho Verde, MG, do ladinho de Diamantina, é uma mistura de belas paisagens, história e muito charme.
A história da cidade de Milho Verde remonta para o início do século XVIII, na época em que garimpeiros começaram a migrar para a região por conta da descoberta de minérios e diamantes de Manuel Rodrigues Milho Verde, natural de Portugal. Nessa época, a cidade de Milho Verde viveu basicamente da exploração do garimpo que se estendeu por décadas, mas mesmo com toda a riqueza encontrada em suas terras, ela pouco desenvolveu.
O município mineiro também é famoso por ser berço de Chica da Silva, uma escrava que foi alforriada e viveu no Arraial do Tijuco, atualmente a cidade de Diamantina, durante a segunda metade do século XVIII.
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