No post de hoje faremos uma viagem a história do mundo. Chegamos ao Egito! Um país que liga o nordeste da África ao Oriente Médio, remonta ao tempo dos faraós. Monumentos construídos milênios atrás ficam localizados ao longo do fértil vale do Rio Nilo, como as colossais Pirâmides de Gizé e a Esfinge, além do Templo de Karnak (repleto de hieróglifos) e das tumbas do Vale dos Reis, ambos em Luxor. A capital, Cairo, abriga monumentos otomanos como a Mesquita de Muhammad Ali e o Museu Egípcio, com uma coleção de antiguidades. Vamos juntos?
A mais misteriosa e antiga entre todas as pirâmides do Egito, com certeza é a de Djoser. De acordo com alguns egiptólogos foi erguida especialmente para ser o sepulcro do Faraó Djoser, durante o século XXVII a.C, por seu vizir Imhotep, considerado o primeiro engenheiro e arquiteto da história do Egito – persona que inspirou o filme “A Múmia”. O complexo funerário está localizado em Saqqara.
Para chegar até a pirâmide é necessário entrar em um enorme portal, seguir por um corredor rodeado por 40 colunas (foto acima) e somente no final encontrar o sepulcro de Djoser. Acredita-se que esse caminho foi feito para que as almas não se perdessem.

O sítio arqueológico onde fica a primeira pirâmide do mundo funcionou como necrópole na antiga cidade de Mênfis (capital do Egito antigo). Lá encontram-se estruturas desde 4400 anos AC.
Inaugurado em 1902, o Museu Egípcio do Cairo (fotos abaixo) foi feito especialmente para abrigar suas valiosas coleções. Estátuas, pinturas e elementos funerários compõem a coleção totalizando 150.000 itens. As 2 salas principais eram as do faraó Tutancamon e a das múmias.
Recentemente foi inaugurado um novo espaço, o “Grande Museu Egípcio”, que passou a abrigar essas obras, transformando-se no maior museu arqueológico do mundo. O novo lar dos Faraós foi planejado para ocupar um espaço de 480 mil metros quadrados. Assim como os sarcófagos recém-descobertos, a Cleópatra também vai ganhar espaço no Grande Museu Egípcio. A ideia do projeto é contar com a maior coleção do mundo sobre o Antigo Egito, e fazer da região de Gizé uma referência em estudos e pesquisas.
Uma característica forte da cultura árabe são os mercados e no Egito não podia ser diferente. Fomos conhecer o maior do país: Khan el Khalili (fotos abaixo) que surgiu no séc XlV, quando o emir Dyaharks el-Jalili construiu um restaurante para os comerciantes ambulantes.
Lá você encontra artesanatos, roupas, bijouterias, objetos para a casa, especiarias, etc. Almoçamos no restaurante tradicional egípcio Saniticed, decorado tipicamente e recomendo pedir as entradas árabes como homus, babaganush, falafel (que no Egito é feito de feijão branco e não de grão de bico) e eles também serviram um pastel de queijo delicioso!
Nossa viagem seguiu com um delicioso passeio de Feluca pelo rio Nilo, em Assuã. Esse barco é típico no Egito (foto abaixo), desde 4500 anos AC, quando eles utilizavam, inicialmente, para pesca. Funciona com vela e contra peso. Vem do verbo “yefalak” que em árabe significa remar.
Jantamos no restaurante francês “1902” do hotel Sofitel Legend Old Cataract (fotos abaixo), onde ficamos hospedados em Assuã. Foi construído em 1899 por Thomas Cook, das famosas agências de turismo inglesas de mesmo nome, a princípio para hospedar turistas europeus. Muitas celebridades se hospedaram lá, desde o Czar Nicolau ll, passando por Margaret Thatcher, Princesa Diana, Winston Chirchill, entre outros.
Agatha Christie escreveu o livro “Morte no Rio Nilo” enquanto estava hospedada nesse hotel. Outra curiosidade sobre o hotel é a série atual da Netflix “Gran Hotel: Secretos del Nilo” que foi filmada em 2015. Em 1961 uma nova torre, foi construída. Os quartos são naturalmente mais modernos, mas também muito confortáveis e com uma linda vista para o Nilo e para a piscina.
O complexo arqueológico de Abu-Simbel (foto abaixo) é realmente muito impressionante! É composto por 2 templos esculpidos em rocha na Núbia, a 300 km de Assuã. Foram construídos pelo faraó Ramssés ll no séc Xlll AC em homenagem a si e a sua mulher preferida, dentre as 34 com as quais se casou: Nefertari.
A construção dos templos demorou cerca de 20 anos para ficarem prontos e quando Ramssés levou Nefertari para admirá-los, ela faleceu logo em seguida. Esses templos foram transladados do seu local original de construção nos anos 60 por iniciativa da UNESCO com o objetivo de preservação dos mesmos, pois estavam correndo o risco de serem perdidos devido a construção de uma barragem em Assuã, que iria provocar o aumento caudal do rio Nilo.
O templo de Ísis (vídeo abaixo) foi construído no séc lll AC pelos gregos, para enaltecerem os egípcios. Eles o fizeram em cima de ruínas antigas da época do faraó Queops, de 2500 AC. Quando Alexandre, o Grande, conquistou o Egito, ele o fez de maneira pacífica e os gregos reformaram várias ruínas antigas transformando-as em templos, para esse fim.
O templo de Com Ombo (fotos abaixo) foi construído há mais de 2000 anos na cidade de mesmo nome, durante o reino Ptolemaico (um reino helenístico baseado no Egito que teve início em 323 e fim em 30 AC). É o único templo duplo egípcio, pois homenageia duas divindades: um lado do templo é dedicado ao Deus crocodilo Suco, Deus da fertilidade e criador do mundo, o outro lado é dedicado ao Deus falcão Hórus.
Desde aquela época, século lll AC, os egípcios já tinham técnicas de como descobrir a gravidez de uma mulher e o sexo do bebê. Essas técnicas foram comprovadas recentemente nos Estados Unidos.
O templo de Edfu (fotos abaixo) foi feito em homenagem ao deus Hórus, filho de Ísis, em 280 AC por Ptolomeu lll e demorou 180 anos para ficar pronto. É o templo mais bem conservado do Egito Antigo. Foi construído em cima de ruínas de templos antigos da época dos faraós Queops, Kefren e Niquerinos (2.500 AC).
Seguimos nossa viagem com uma experiência incrível: passeio de balão. Sobrevoamos os templos de Hatshipsut e de Luxor e cruzamos o Nilo, algo que não é comum eles fazerem, foi um show! Confira as imagens abaixo:
O nosso mergulho na história do mundo não para. O Templo de Karnak (fotos abaixo), foi o centro religioso do Egito faraônico por 2 milênios: de 1800 AC a 400 DC. Dedicado ao Deus Amon, foi ampliado ao longo de várias dinastias com destaque às obras da rainha Hatsheputi e de Ramses ll.
É o maior templo do Egito Antigo, com a maior sala de colunas do mundo antigo: 134 colunas (de 16 a 21 m de altura).
O Templo de Luxor (fotos abaixo) foi construído entre os anos 1400 e 1000 a.C. pelos faraós Amenhotep III e Ramsés II e é dedicado ao Deus Amon (o Deus do vento). Único templo no mundo que contém documentos das épocas faraônicas, greco-romana, copta e islâmica, por isso foi importante para fins políticos e religiosos. Nós fomos visitar no fim do dia e recomendo porque a iluminação é linda! É patrimônio mundial da UNESCO desde 1979. O que mais me impressionou, particularmente, nesse templo foram as grandes estátuas e o salão, rodeado por imponentes colunas.
Quando a capital era em Menphis (3200 a 2200 AC), no Baixo Egito, os faraós eram sepultados em pirâmides. A partir do Reino Médio, quando a capital muda para o sul, em Thebas no Alto Egito, os faraós passam a ser sepultados no deserto, na base de uma montanha – já no formato natural piramidal.
No vale dos Reis, na margem ocidental do Nilo, em Luxor, já foram descobertos 63 tumbas escavadas na rocha – de 1600 AC (Tutmosis I) a 1000 AC com as câmeras funerárias de faraós da XVIII a XX dinastia. Eu visitei 4 tumbas: Ramsses lll (1190 AC), Tausert (1050 AC) e Nakht (950 AC), Ramsses Vl (1145 AC) e Tutankhamon (1340 AC), que tem o corpo lá mumificado (foto abaixo).
Pausa para o momento descontração! Quem nunca sentiu vontade?!?!?!
Junto ao vale dos Reis, em Luxor, tem a tumba de Hatshepsut – esposa real (fotos abaixo), regente e rainha-faraó do Antigo Egito. Viveu no começo do século XV AC, pertencendo à XVIII Dinastia do Reino Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade econômica e relativo clima de paz. Seu enteado, ao assumir o poder, tentou destruir todos os registros de seu reinado.
As Piramides de Gize são uma das 7 maravilhas do mundo moderno e antigo. A mais antiga delas também é patrimônio da UNESCO. Foram construídas no séc lll AC para serem as necrópoles de Qéops, Quéfren e Miquerinos (3 faraós: avô, pai e filho) e as pirâmides vão da maior para a menor respectivamente, sendo a de Queóps a maior do mundo.
A Esfinge de Gizé é uma grande estátua feita em pedra calcária que representa uma criatura mítica: corpo de leão e cabeça humana. A parte humana é uma representação do faraó Quéfren e também foi construída no séc lll AC (período do reinado do mesmo).
Durante essa viagem vivi uma nova e incrível experiência: o mergulho! E tive o privilégio de fazer em um dos lugares mais lindos do mundo: o parque nacional marinho Ras Mohamed. Quase afoguei o instrutor de tanto medo que tive e todo o mundo (inclusive eu) achou que eu não ia conseguir, mas no final segui aquele lema: se tiver medo, vai com medo mesmo! E fui!
O Parque Nacional Ras Muhammad é o mais antigo parque nacional do país. Localiza-se no extremo sul da península do Sinai, confrontando o golfo de Suez a oeste e o golfo de Aqaba, a leste. Na região turística da Riviera do Mar Vermelho, fica a 12 km ao sul de Sharm el-Sheikh. O parque de 480 km², tem 345 km² de superfície aquática com 220 espécies de corais com recifes de até 9 km de largura. Shark Reef e Yolanda Reef são os melhores spots para os mergulhadores. Outros locais de recife de coral incluem South Bereika, Marsa Ghozlani, Old Quay e Shark Observatory. Os destroços do SS Thistlegorm, localizado na costa de Ras Mohammad, é outra área popular para mergulhadores.
A área abriga mais de 1000 espécies de peixes, 40 espécies de estrelas do mar, 25 espécies de ouriços-do-mar, mais de 100 espécies de moluscos e 150 espécies de crustáceos. Entre outras, tartarugas marinhas, como a tartaruga verde (Chelonia mydas) e a tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) aparecem regularmente em Ras Mohammad.
Se você pensa que as aventuras terminaram, fui viver mais uma: parasailing no Mar Vermelho, uhulllll!!!
E para fechar nossa viagem com chave de ouro… Farsha Café. Não vou tentar descrever esse bar que fomos na nossa última noite em Sharm, porque é tão mágico que é impossível. Nunca vi nada parecido na vida! Fechando a viagem com chave de ouro e lua cheia.
Com todos os cantos e recantos, almofadas no chão, tendas beduínas e lâmpadas oscilantes, Farsha é o tipo de lugar que os viajantes vêm para tomar um café e se pegam demorando-se com quatro drinques e um shisha depois. Ótimo para um dia preguiçoso cheio de descanso ou uma noite de música relaxante e coquetéis. O lugar é imperdível para visitar a vista é deslumbrante, a adorável mistura otomana, beduína e decoração antiga dá uma sensação incrível, os funcionários são simpáticos e a música é incrível (vibração caseira) é ótima e é apenas um ótimo lugar para relaxar.
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